Cibercrime e Cibersegurança

ENQUADRAMENTO

A Europol confirmou que o cibertaque ocorrido recentemente atingiu uma escala sem precedentes. Este ataque relembra-nos que o cibercrime é um "fenómeno em galopante crescimento e a oportunidade do alerta da Procuradoria-Geral da República segundo o qual "os crimes contra infraestruturas tecnológicas (contra a confidencialidade, integridade e disponibilidade de sistemas e dados)  têm registado um significativo crescimento, pondo em causa o funcionamento de diversas instituições, públicas e privadas"  (ênfase nosso). Porém, as rotinas e os hábitos de vida quotidianos sinalizam uma generalizada falta de sensibilidade para a sua perigosidade ou para cuidados de cibersegurança.


O sector bancário e os seus clientes estão especialmente expostos a este tipo de criminalidade. Multiplicam-se as burlas informáticas e as fraudes financeiras à escala internacional. Os malefícios desta criminalidade ultrapassam as vítimas, afetam as empresas e mercados e a confi ança nos sistemas informáticos, em especial na banca digital.
Acresce que o cibercrime é crescentemente utilizado para fins de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e outros fluxos financeiros ilícitos.


É urgente compreender este fenómeno e estar preparado para lidar com um ataque eminente.
O que é o cibercrime? Quais são os problemas e as ramificações que coloca à banca e à economia?
O que é um ciberataque? Qual a motivação do atacante e as técnicas de ataque mais habituais? Quais as vulnerabilidades da vítima? A instrumentalização a fins de branqueamento de capitais e de financiamentvo crio do terrorismo. Quais são os riscos que implica para a instituição, seus clientes, acionistas e colaboradores? Quais as principais iniciativas nacionais, europeias e internacionais? Como prevenir?


O IFB, ponderando a importância decisiva do tema para o sector bancário, propõe este Workshop pensado e desenvolvido pelo Dr. Nuno Sampayo Ribeiro para as necessidades operativas da banca, tendo como objetiar estratégias de prevenção e gestão de risco de ciberataque, generalizar rotinas de cibersegurança ou de pronta reação em caso de ciberataque.

OBJECTIVOS

  • Identificar a relevância, a perigosidade social e as ramificações do cibercrime;
  • Estabelecer a relação com o processo de transformação digital;
  • Clarificar a relação entre o cibecrime e os fluxos financeiros ilícitos, em especial o risco de branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo;
  • Reforçar a capacidade de reconhecer "sintomas", causas e té cnicas mais comuns dos ciberataques;
  • Examinar a cooperação nacional, europeia e internacional relevante;
  • Aumentar as competências de controlo e gestão do risco reputacional com fonte no cibercrime e promover uma cultura de prevenção baseada em rotinas de cibersegurança;
  • Reforçar a capacidade de (re)agir em caso de incidente.

DESTINATÁRIOS

Profissionais de todas as áreas, em especial do sector financeiro, envolvidos na conceção ou implementação de políticas de controlo e gestão do risco estratégico e reputacional, no controlo interno ou com interesse no acompanhamento da evolução das condições de operação.

PROGRAMA

Vertente I – Enquadramento Social e Institucional

 

  • Economia reputacional;
  • Revolução digital, futuro dos serviços financeiros, novos e players tradicionais;
  • Banca em ambiente digital: principais desafios, vulnerabilidades, ameaças ao sector, em geral, e aos bancos e seus clientes;
  • Qual o impacto do dinheiro digital e dos novos meios de pagamentos?
  • Cibercrime: a fraude bancária e a burla informática.

 

Vertente II – Operacional – Ciberespaço e Cibercrime

 

  • O que está em causa?
  • Fraude online, sistemas informáticos e de comunicação eletrónica, sistemas de pagamentos e moeda eletrónica: tipologias principais;
  • Cibercrime e branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo;
  • Ciberataque:

– Atacante: motivação e modus operandi;
– Vítima: vulnerabilidades principais;
Case studies.

 

Vertente III – Institucional – Prioridades das Autoridades

 

  • Prevenção e repressão do cibercrime: existe uma estratégia?
  • Principais iniciativas internacionais, europeias e nacionais;
  • Nova geração de meios legais e de cooperação administrativa, policial e judicial;
  • Conexão com a luta contra os fluxos financeiros ilícitos;
  • Tendências de evolução.

 

Vertente IV – Portugal

 

  • Aspetos chave do sistema português de supervisão, fiscalização, policial e judicial;
  • Prioridades das autoridades;
  • O que fazer? A quem recorrer?

 

Vertente V – Cultura Organizacional e Corporate Governance

 

  • Cultura organizacional e controlo interno;
  • Risco operacional, legal e reputacional;
  • Boas prátiicas de prevenção do cibercrime;
  • Prova digital e articulaç ã o com as autoridades e clientes (agentes de fraude ou vítimas);
  • Economia reputacional e boas práticas fi nanceiras;
  • Fluxos financeiros ilícitos e responsabilidade social corporativa: emergência do "Chief Reputacional Officer"?

 

ORADORES

Nuno Sampayo Ribeiro é Advogado, especialista em Direito Fiscal (O.A.) e Professor Convidado do IFB.

Como especialista na internacionalização económico-financeira patrocina e aconselha diversas entidades na definição de estratégias de gestão do risco legal e reputacional, em especial o inerente às novas questões tributárias colocadas pela cooperação internacional e europeia nos domínios da transparência, integridade, estabilidade, segurança nacional, cibercrime e dinheiro digital.

A sua experiência profissional inclui: Consultor Técnico da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (Comissão de Orçamento e Finanças, Assembleia da República), IBFD Research Associate, Americas Department (Amesterdão); Delegado Nacional, OECD Forum on Harmful Tax Competition (Paris); Membro da Comissão de Estudo da Tributação das Instituições e Produtos Financeiros (Conselho Superior de Finanças).

É licenciado em Direito e foi-lhe outorgada a Fellowship in International Taxation pelo IBFD – International Tax Academy com ensaios sobre a criação e o funcionamento de centros financeiros internacionais.

METODOLOGIA

Presencial

DATA

18 | outubro | 2017

 

LOCAL

IFB – Instituto de Formação Bancária

Lisboa: Av. da República,35 - 8º

 

INSCRIÇÕES

O número de inscrições é limitado, pelo que serão aceites por ordem de chegada.

HORÁRIO

09h00 – 12h30
13h30 – 17h00
 

CONTACTO

Teresa Corales
Av. da República, 35-8º, 1050-186  Lisboa,    Portugal
Tel.: (+351) 217 916 278      Fax: (+351) 217 977 732
e-mail: t.corales@ifb.pt