inforBANCA 111

EDITORIAL

 

 

Esta InforBanca inclui oito artigos, o "Snapshot APB do sector bancário em Portugal", o Snapshot do Banco de Portugal sobre o estudo "Comercialização de Produtos e Serviços Bancários nos Canais Digitais em Portugal" e a experiência da EMW 2017 na Noruega, no âmbito da Educação Financeira.

 

António Neto da Silva, no artigo "IFB: Rumo ao Futuro!", descreve o intenso e gratificante  caminho percorrido com a equipa IFB desde 10 de julho, projetando para o futuro a sua visão organizacional.

 

Nuno Sampayo Ribeiro escreve sobre "Economia Reputacional: Prioridades e Desafios" articulando, de modo profundo e reflexivo, sobre os impactos da era digital na vida das pessoas em geral, e no negócio bancário em particular, identificando o grande desafio do sector: combater a ciberignorância e ser percecionado como intermediário de confiança.

 

Guilherme Vitorino no "Design Thinking: (co)Desenhar o Futuro da Banca" defende que, não sendo o futuro da banca um tema exclusivamente tecnológico, para se alcançar a cultura de inovação desejada e promover a discussão de discussões, o Design Thinking é um caminho pois promove a empatia com as necessidades reais do consumidor, a cocriação de soluções e a experimentação que facilita a aprendizagem. Qual será o modelo e o tempo certo para fazer coincidir as mudanças culturais necessárias com a evolução tecnológica e de negócio?

 

João Amaral Tomaz escreve sobre "Legal Entity Identifier (LEI): o DNA das Entidades", um tema da maior importância sobretudo no pós-colapso do Lehman Brothers, que revelou a necessidade de desenvolver e implementar um sistema comum para identificar participantes dos mercados financeiros e conectar dados, visando, gradualmente, dar resposta a três questões: "Quem é quem?" "Quem possui quem?  e "Quem possui o quê?"

 

Vasco Monteiro, sobre o tema "Transformação Digital do Sector Bancário - Desenvolvimentos Recentes e Futuros no Quadro Legal e Regulatório" recorda que tecnologia e inovação andam há largos anos de mãos dadas no sector financeiro e são valores intrínsecos à banca. Alerta para o impacto das alterações legais e regulatórias que se aproximam e que afetarão o sector, nomeadamente, ao nível dos sistemas de pagamentos e proteção de dados.

 

Wim Mijs no âmbito das iniciativas da EBF - European Banking Federation, no mês da cibersegurança que culminou com uma Conferência, em Bruxelas, escreve o artigo "Os Cibercriminosos são os Ladrões de Bancos da Era Digital". Identifica os desafios que os bancos enfrentam, sublinha a importância da partilha de conhecimento transversal a toda a indústria, incentiva a importância dos incidentes serem identificados e alerta para a importância de proteger o elo mais fraco da cadeia, o ser humano, e o papel dos bancos na sua proteção.

 

Teresa Mesquita em "A Corrida Contra o Tempo na Transformação Digital dos Sistemas de Pagamento" destaca, de entre outros aspetos, a evolução em Portugal  cada vez mais marcada na utilização de meios de pagamento eletrónico por ser um processo geracional de transformação de hábitos que se tem vindo a intensificar com os novos consumidores digitais.

 

Maria dos Anjos Ramos no artigo "A Formação dos Avaliadores do Mercado Imobiliário no Sector Bancário: Breve Reflexão" sublinha as exigências, complexidades e constrangimentos desta atividade, defendendo a Formação dos profissionais como garante do rigor e reconhecimento das boas práticas.

 

Hilde Elisabeth Johansen partilha, no âmbito da divulgação dos projetos de Educação Financeira, as atividades desenvolvidas no seu país, no artigo "European Money Week in Norway 2017".

 

Finalmente, as sugestões Lifestyle para os momentos de ócio, tão necessários no processo criativo!

 

Desejos de um bom final de ano e até 2018, que está mesmo aí…

Boas leituras!

Ana Terras